quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reflexo


Pra ser sincero comigo mesmo, e aprender com quem quer sempre nos ensinar. Minha conversa com Ele hoje foi por entre esses versos...

~ Sou a criança que chorou logo ao nascer, o velho homem que morreu sem perceber. Eu sou o pó que se levanta de manhã e a noite se foi...

Sou a vontade incontrolável de chorar, a liberdade indesejável de errar, eu sou um pouco menos do que eu quero e muito mais do que não...

Sou o desejo incorrigível de sorrir, a busca tão indiscutível por sentir, um incompleto irresponsável pronto pra te dizer sim. Um hábito inútil sem sentido, um vapor. Um indiscreto transitório, um louco sem pudor.

Eu sou o livro cuja capa não se pode ler, a dor e toda graça do que é viver, eu sou o que sobrou de uma lembrança, arrogância de ser...

Sou egoísta e tento te dizer que não, o meu cinismo só revela a omissão, de quem assiste um desfile triste, um clichê em vão...

A vaidade das vaidades um vazio sem fim...a busca da realidade é o que me trouxe aqui...

A vida ainda vale a pena. ¹ ~


Somos ferramentas nas mãos do carpinteiro da vida.




¹ VaidadeFábio Sampaio e Marcos Almeida - Álbum "Um dia a mais" - TANLAN

Nenhum comentário:

Postar um comentário